O antigo director-executivo de uma empresa familiar do sector da tecnologia do Lousiana, nos Estados Unidos, decidiu vender o negócio, mas fez questão de assegurar que os funcionários ficavam protegidos. Para tal, decidiu distribuir um bónus de 240 milhões de dólares.
Segundo o The Wall Street Journal, citado pelo Notícias ao Minuto, Graham Walker, de 46 anos, antigo CEO da Fibrebond, distribuiu o bónus após vender a empresa à Eaton, uma empresa de gestão inteligente de energia com sede em Dublin, na Irlanda, por 1,7 mil milhões de dólares.
O bónus milionário será distribuído pelos 540 funcionários a tempo inteiro da Fibrebond, dando uma média de 443 mil dólares por trabalhador. O valor, explicou o jornal, será pago ao longo de cinco anos e os funcionários mais antigos receberão prémios mais elevados.
Em entrevista ao The Wall Street Journal, Walker afirmou que se recusou a concordar com a venda a não ser que a Eaton destinasse 15% do valor angariado aos funcionários, mesmo que nenhum deles detivesse acções da empresa.
O primeiro pagamento aos funcionários foi feito em Julho e, segundo Walker, “alguns gastaram tudo no primeiro dia, talvez até na primeira noite”. “No final do dia, a decisão é deles, boa ou má”, contou.
Quando os bónus foram anunciados, a incredulidade tomou conta dos funcionários. Alguns pensaram que era uma brincadeira, outros choraram. “Foi surreal, como dizer às pessoas que ganharam a lotaria. Foi um choque absoluto”, disse Hector Moreno, executivo da Fibrebond.
A Eaton afirmou, em comunicado, que a “aquisição da Fibrebond, uma empresa inovadora e focada no cliente, é uma jogada transformadora que posiciona a Eaton como uma solução completa para a rápida implantação de infra-estruturas energéticas onde estas são necessárias”.
A Fibrebond foi fundada pelo pai de Graham, Claud Walker, em 1982, e é descrita como “líder em comunicações sem fios”, de acordo com o site da empresa.
Ao longo das duas décadas de existência, a empresa passou por várias dificuldades, incluindo um incêndio devastador em 1998. Ainda assim, durante os meses necessários para reiniciar o negócio, a família Walker continuou a pagar os salários dos seus funcionários.
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