O Presidente da República, Daniel Chapo, considerou, ontem, em Maputo, que Moçambique está a entrar para uma nova era de combate à corrupção, onde a impunidade vai perdendo espaço para a integridade.
“Queremos acabar com a impunidade a todos os níveis… vamos partir para acção… Estamos a limpar o pasto dos cabritos, para que o pasto seja pura e simplesmente o seu salário e não o erário que resulta do suor do povo moçambicano. Estamos a reformar os terrenos onde antes os cabritos se alimentavam sem ética, substituindo capim da impunidade pelo solo fértil da integridade” disse.
O Chefe de Estado assinalou que o país está a registar progressos no combate à corrupção, apontando como exemplos a desactivação de esquemas nas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) e no Ministério das Finanças.
“Um Estado que se quer sólido não mede a sua grandeza pelo número de aviões que adquire, mas pela lisura dos processos que conduz e pela forma como protege cada metical do erário… Mesmo ao nível do tesouro do Ministério das Finanças, que era um dos antros da corrupção, já começámos a tomar medidas sérias, para que não haja necessidade de alguém pagar só para pedir a transferência do dinheiro para uma instituição pública ou para uma pessoa a nível privado” referiu.
Chapo falava na cerimónia de encerramento da Conferência Nacional de Combate à Corrupção, um evento de dois dias, organizado pela Procuradoria-Geral da República.
Recorde-se que, em Abril, o PR denunciou a existência de “raposas” na LAM interessadas a que companhia seja um estorvo para continuar a sugar dinheiro do Estado. Na altura referiu que uma comissão foi a Europa com a missão de procurar aeronaves para alugar. Volvidos 15 dias, retornaram ao país sem sequer um resultado.
Mais recentemente, o Ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, disse que foram descobertos mais de 18 mil funcionários fantasmas no Estado. Explicou que as folha salariais serão eliminadas progressivamente.