A primeira semana de guerra no Médio Oriente terá custado aos cofres públicos norte-americanos 11,3 mil milhões de dólares, avança a AP. O Pentágono avançou a estimativa ao Congresso dos EUA num briefing realizado esta semana, de acordo com uma fonte citada pela agência.
O número foi avançado depois de o Pentágono ter reportado gastos de 5 mil milhões de dólares em munições apenas no primeiro fim de semana do conflito. EUA e Israel iniciaram os ataques ao Irão no dia 28 de Fevereiro, um sábado.
A Administração Trump tinha já indicado que enviaria ao Congresso um pedido para reforçar o financiamento da ofensiva militar, mas a intenção parece estar em pausa por agora, refere a AP.
Para já, no âmbito do esforço coordenado pela Agência Internacional de Energia (AIE) de libertação de reservas estratégicas de petróleo, os EUA vão disponibilizar 172 milhões de barris de crude dos seus stocks. Segundo uma publicação do Jornal Negócios, a medida procura travar o aumento dos combustíveis que se tem verificado a nível global depois do início da guerra no Médio Oriente devido aos constrangimentos no estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção global.
O número de barris a libertar foi anunciado num comunicado do secretário da Energia norte-americano, Chris Wright. Os barris, armazenados na Reserva Estratégica de Petróleo do Departamento de Energia dos EUA, serão disponibilizados num período de 120 dias. Fazem parte do total de 400 milhões de barris que serão entregues pelos países da AIE. O Presidente dos EUA, Donald Trump, tinha já confirmado o recurso às reservas esta quarta-feira, mas sem apresentar números.
A Reserva Estratégica de Petróleo norte-americana tem neste momento cerca de 415 milhões de barris, estando a cerca de 60% da sua capacidade, depois de uma série de reduções durante a Administração Biden, incluindo após a invasão da Ucrânia pela Rússia, que também fez disparar os preços do crude.
Na altura foram retirados cerca de 180 milhões de barris das reservas, um nível recorde, algo que mereceu críticas dos republicanos e do próprio Trump, que prometeu repor os níveis. O Presidente dos EUA voltou a prometer a reposição dos stocks numa entrevista esta quarta-feira, dizendo que as reservas serão reduzidas “um pouco” para reduzir os preços dos combustíveis e depois preenchidas novamente.
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