O Presidente da República, Daniel Chapo, reconheceu, ontem, em Maputo, que as exigências aos líderes desportivos para apresentar melhores resultados superam as reais condições oferecidas pelo país visando.
Para Chapo, a falta e infra-estruturas desportivas constituem “o calcanhar de Aquiles” para a ausência de qualidade e resultados desportivos como se almeja.
Falando na cerimónia de homenagem a desportistas que elevaram o nome de Moçambique além-fronteiras, especialmente, Maria de Lurdes Mutola, o Chefe de Estado reconheceu ser inconcebível exigir ganhos aos desportistas quando o país não oferece condições.
“Um dos grandes calcanhares de Aquiles que o nosso desporto tem é, sem margem de dúvidas, infra-estruturas, entre tantos outros desafios. Não podemos continuar a exigir que um Chiquinho Conde leve a nossa selecção para um campeonato mundial ou ganhar um campeonato africano sem infra-estruturas de qualidade. Não podemos continuar a exigir que um Nazir Salé leve a nossa selecção de basquetebol a conquistar medalha africana ou campeonato do mundo sem que tenhamos camadas de formação, campeonatos nacionais, de iniciados, juvenis, juniores, e até seniores” disse, notando o esforço dos treinadores para “fazer omeletes sem ovos”.
Daniel Chapo admitiu ser desfasado exigir competência sem a existência de meios humanos, financeiros, desportivos, materiais para as pessoas demonstrarem o seu potencial e qualidade.
Entre outros, ele apontou a falta de infra-estruturas desportivas modernas e acessíveis em todas as províncias do país, a insuficiência e fraca sustentabilidade do financiamento ao desporto, fraca condição e treinos para se aproveitar todo o potencial dos treinadores e atletas, como sendo umas das principais dificuldades actuais.
“Há necessidade urgente de profissionalizar a gestão desportiva” defendeu.