Governo aposta na formação paramilitar do INAMAR para blindar a costa nacional contra crimes marítimos

O Governo de Moçambique reforçou a segurança da sua costa com a graduação, esta segunda-feira (25 de Maio), de 70 novos agentes paramilitares do Instituto Nacional do Mar (INAMAR). O grupo, composto por 12 mulheres e 58 homens, concluiu o 6.º Curso Paramilitar na Escola de Fuzileiros Navais da Katembe, numa cerimónia dirigida pelo Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino.

Os novos quadros da Autoridade Marítima foram estrategicamente preparados em matérias de fiscalização pesqueira, abordagem e intercepção de embarcações, segurança marítima, técnicas operacionais e disciplina paramilitar.

Durante o evento, o ministro Roberto Mito Albino sublinhou que a imensa costa moçambicana é um dos maiores activos estratégicos do país, exigindo, por isso, recursos humanos altamente qualificados e maior coordenação entre as autoridades que actuam no domínio marítimo.

O governante alertou para a pressão crescente que o espaço marítimo nacional enfrenta, destacando que a pesca ilegal, não reportada e não regulamentada continua a ameaçar a sustentabilidade dos recursos pesqueiros, a segurança alimentar das populações e as receitas do Estado. O dirigente acrescentou ainda que o país enfrenta desafios ligados ao tráfico de pessoas, contrabando, migração ilegal e crimes ambientais.

A formação, que contou com o apoio crucial do Ministério da Defesa Nacional e da Marinha de Guerra de Moçambique, premiou os funcionários que mais se destacaram pelo mérito, disciplina e excelência ao longo das aulas práticas e teóricas.

Entre os homenageados na Escola de Fuzileiros Navais, a formanda Sara Ubisse foi distinguida pelo seu desempenho global de destaque. Já a colega Marlete foi considerada a melhor atiradora do curso, enquanto Valio Magaia recebeu o reconhecimento como o melhor formando na componente de educação física.

No encerramento da cerimónia, Roberto Mito Albino enalteceu a cooperação institucional e exortou os novos graduados a colocarem os conhecimentos adquiridos ao serviço da Pátria, actuando com ética, profissionalismo e sentido de missão na defesa da soberania marítima de Moçambique.

Imagem: DR

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