Governo desactiva Alerta Vermelho em todo o País mas mantém Alerta Laranja por dois meses

O Conselho de Ministros deliberou a desactivação do Alerta Vermelho em todo o território nacional, face ao término da época chuvosa e ciclónica 2025/2026 e à dissipação das condições meteorológicas extremas que haviam ditado a sua activação em Janeiro passado. Contudo, devido à necessidade premente de garantir a assistência humanitária e estabilizar as zonas severamente fustigadas, o País vai permanecer em Alerta Laranja por um período de dois meses.

A decisão foi tornada pública através do Comunicado Especial N.º 013/INGD/CENOE/2025-2026, emitido pelo Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE). Segundo o documento, a desactivação do nível máximo de prontidão surge após a constatação de que as ameaças iminentes de cheias e inundações na zona sul, bem como os sistemas tropicais activos na bacia do sudoeste do Oceano Índico — que fustigaram o Canal de Moçambique e a costa nacional —, perderam intensidade ou dissiparam-se.

Reunido na sua 16.ª Sessão Ordinária, o Executivo moçambicano fundamentou a medida jurídica ao abrigo das competências legais previstas no Decreto n.º 76/2020, de 1 de Setembro. Recorde-se que o Alerta Vermelho vigorava desde o dia 16 de Janeiro de 2026, num esforço coordenado para salvaguardar vidas humanas e mitigar a destruição de infra-estruturas públicas e privadas durante o pico da intempérie.

A transição para o Alerta Laranja responde à necessidade de consolidar o apoio pós-desastre. O comunicado assinado pela Directora do CENOE, Ana Cristina João Manuel, clarifica que o foco imediato do Executivo está direccionado para as acções de reconstrução e estabilização.

“Considerando a necessidade de assegurar a conclusão das acções de assistência humanitária e a estabilização das áreas severamente afectadas, sobretudo nas províncias de Maputo e Gaza, bem como noutras regiões das zonas centro e norte do País, o Conselho de Ministros decidiu manter o Alerta Laranja por um período de dois (2) meses”, fundamenta a nota.

As províncias de Maputo e Gaza, no sul do País, continuam a requerer especial atenção das autoridades devido aos impactos acumulados nas vias de acesso e na produção agrícola local, sectores severamente fustigados pelas cheias.

De forma a evitar surpresas e mitigar riscos residuais, o CENOE garantiu que as equipas técnicas não vão baixar a guarda. A instituição continuará a assegurar a monitoria permanente dos eventos extremos, trabalhando em estreita coordenação com o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) e a Direcção Nacional de Gestão dos Recursos Hídricos (DNGRH).

O objectivo é manter o acompanhamento rigoroso e sistemático da evolução das condições meteorológicas e hidrológicas em todo o solo pátrio ao longo dos próximos meses, assegurando que qualquer alteração no cenário de risco seja comunicada tempestivamente às populações.

Imagem: DR

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