O Secretário de Estado na província do Niassa, Silva Livone, exigiu esta terça-feira (07) que a direcção da fábrica de cimento de Chimbunila reveja, com urgência, os preços praticados no mercado, considerando-os desajustados face ao custo real de produção e ao poder de compra das famílias locais.
Durante uma visita de trabalho à unidade fabril, inaugurada em Dezembro de 2024, Livone expressou surpresa com o facto de o cimento produzido no próprio distrito estar a ser vendido na cidade de Lichinga a valores que variam entre 480 e 500 meticais por saco de 50 quilos, praticamente o mesmo preço praticado por fábricas localizadas em Nacala-Porto e Pemba — cujos custos de transporte são significativamente superiores.
“O cimento é fabricado aqui, com matéria-prima retirada do nosso solo. Não há razão para que o preço final seja tão elevado. É preciso rever esta tabela de preços, porque o produto deve servir o desenvolvimento da província e o bem-estar do nosso povo”, afirmou o governante.
A fábrica, um investimento de 20 milhões de dólares em capitais chineses, possui uma capacidade instalada de 200 mil toneladas anuais e emprega actualmente 200 trabalhadores moçambicanos e 40 técnicos estrangeiros.
Além do preço, o Secretário de Estado, citado pelo portal Ngani, manifestou preocupação com os níveis de poluição ambiental gerados pela actividade industrial. Durante a visita, Livone pediu à direcção da empresa para adoptar medidas mais rigorosas de mitigação dos impactos ambientais, garantindo o cumprimento das normas nacionais de segurança e sustentabilidade.
“Queremos investimentos que tragam benefícios reais para a província, mas que também respeitem a vida, a saúde e o ambiente. O desenvolvimento não pode ser feito à custa da qualidade do ar e do bem-estar das comunidades vizinhas”, sublinhou.