O Governo anunciou, hoje, reformas no sector das águas, prevendo eliminar dez cargos administrativos e poupar cerca de 600 milhões de meticais, anunciou o porta-voz, Inocêncio Impissa.
As reformas avançadas são a extinção da sociedade comercial Águas da Região Metropolitana de Maputo; da sociedade comercial Águas da Região do Sul; da sociedade comercial Águas da Região do Centro; da sociedade comercial Águas da Região do Norte; e cria a Águas de Moçambique, Instituto Público (AdM, I.P) e a Administração de Infra-estruturas de Água e Saneamento (AIAS).
Na mesma senda, o Executivo extinguiu o Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) e criou o Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água e Saneamento, Fundo Público (FIPAAS, F.P).
O Conselho de Ministros aprovou os Decretos que autorizam a criação das Sociedades Água e Saneamento: de Maputo, S.A., de Gaza, S. A., de Inhambane, S. A., de Sofala, S. A., de Manica, S. A., de Tete, S. A., da Zambézia, S. A., de Nampula, S. A., de Niassa, S. A. e de Cabo Delgado, S. A.
“Cada entidade de nível regional tinha uma administração própria composta por vários quadros… hoje vamos ter apenas uma única administração, ao nível da sede da instituição e nas províncias teremos administradores delegados. E estamos a prever uma redução de agentes de topo de 34 para 24. Poupa-se aqui cerca de 10 lugares em relação a este exercício. De acordo com o estudo feito, pensamos que, dá para poupar, no mínimo, 600 milhões de meticais por ano, em termos de ganho com esta reforma que se está a fazer” disse.
Segundo Impissa, os recursos que podem ser poupados vão servir, eventualmente, para investir no próprio sector.