O Governo da província de Nampula, no norte de Moçambique, concluiu a reposição dos livros escolares queimados num acidente ocorrido há duas semanas, quando um camião que transportava o material didáctico destinado aos distritos de Mogincual e Liúpo se despistou e incendiou, destruindo cerca de 100 mil livros escolares.
Segundo o porta-voz da Direcção Provincial da Educação, Faruk Carimo, a reposição foi possível graças à rápida intervenção do Governo e dos seus parceiros, que asseguraram a entrega integral dos livros antes do início do próximo ano lectivo.
“Perdemos cerca de 100 mil livros que estavam destinados aos distritos de Mogincual e Liúpo. O camião despistou-se e o material ardeu completamente. Mas posso assegurar que todos esses livros já foram repostos. Hoje, as escolas desses distritos já têm os manuais necessários”, explicou Faruk Carimo.
Citado pelo Jornal Rigor, o responsável referiu que, após a reposição, a Direcção Provincial da Educação reforçou as medidas de controlo e segurança no transporte de material escolar, com vista a evitar a repetição de situações semelhantes.
“Aprendemos com esse episódio. Agora, o transporte dos livros é feito com maior coordenação e acompanhamento técnico. Os distritos de difícil acesso estão a ser priorizados, para garantir que o material chegue em segurança e a tempo”, afirmou.
De acordo com Faruk Carimo, até ao momento já foram distribuídos 552 834 livros escolares pelos distritos da província, o que representa 17,7% do total previsto para o presente ciclo lectivo.
“Neste momento, já temos mais de meio milhão de livros nos distritos. A distribuição começou mais cedo este ano, o que é importante porque, quando as chuvas começarem, queremos ter todos os livros nas escolas. Estamos a trabalhar para que nenhuma criança inicie o próximo ano lectivo sem material didáctico”, destacou.
O porta-voz sublinhou que o processo conta com apoio do Governo central, do Banco Mundial e de parceiros locais, que têm assegurado os recursos logísticos e financeiros necessários para manter a regularidade na distribuição.
“A nossa meta é concluir a entrega até Dezembro, de modo que, em Janeiro, todas as escolas estejam completamente equipadas. É um esforço conjunto que demonstra o compromisso do Governo com a qualidade da educação”, concluiu.
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