Mais de uma centena de guerrilheiros da Renamo constituíram uma comissão de gestão que tem em vista desenvolver actividades em paralelo aos dos órgãos do partido eleitos no último congresso realizado em Alto Molòcué, em 2024.
A nova comissão tem um prazo de 45 dias para organizar uma reunião que poderá culminar com a realização de um congresso extraordinário no qual se pretende destituir Ossufo Momade e votar num novo líder que vai conduzir os destinos da Renamo nos próximos anos.
De acordo com uma publicação do jornal Domingo, entre as principais deliberações, os combatentes aprovaram ainda a resolução que visa persuadir o Governo, a sociedade civil e a comunidade internacional a reconhecer as suas reivindicações, que consideram legítimas.
Além disso, os membros do partido produziram e aprovaram uma moção de censura, direccionada às atitudes do actual presidente, as quais, segundo eles, têm sido prejudiciais aos membros do partido e à causa colectiva.
Segundo o representante dos combatentes da Renamo, João Machava, afirmou que a implementação dessas decisões terá início a partir desta segunda-feira.
No entanto, para garantir a eficácia da execução das deliberações, foram nomeados três coordenadores regionais, responsáveis pelas regiões Norte, Centro e Sul do País.
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