A organização internacional Human Rights Watch (HRW) afirmou recentemente que o exército de Israel terá utilizado munições com fósforo branco em zonas residenciais da região de Yohmor, no sul do Líbano. A denúncia foi divulgada a 10 de Março de 2026 e cita imagens geolocalizadas que mostram projécteis a explodir sobre habitações.
Segundo a HRW, o uso desta substância em áreas povoadas constitui uma violação do direito internacional humanitário, podendo atingir civis de forma indiscriminada.
O fósforo branco é uma substância química altamente inflamável, que entra em combustão ao contacto com o oxigénio, atingindo temperaturas superiores a 800 °C. A sua combustão produz um fumo branco denso e partículas que se aderem à pele ou à roupa, provocando queimaduras profundas e graves danos nos tecidos. Além disso, a exposição prolongada pode causar problemas de saúde crónicos, como necrose óssea e falência de órgãos.
Israel ainda não confirmou oficialmente a utilização da substância em áreas residenciais, afirmando que o fósforo branco é usado apenas para criar cortinas de fumo ou sinalização em operações militares.
Especialistas lembram que, embora o fósforo branco não seja totalmente proibido, o seu uso sobre zonas habitadas é considerado ilegal e pode ser classificado como crime de guerra.
A HRW apela à comunidade internacional para investigar a situação e proteger os civis, alertando para os riscos humanitários associados a este tipo de armamento.
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