Inhambane vai ter dois parques industriais avaliados em dois milhões de dólares

A província de Inhambane vai ter dois parques industriais um em Inhassoro e outro em Jangamo, avaliados inicialmente em cerca de 2 milhões de dólares, com implementação faseada.

Para isso, segundo avança o jornal “O País”, já foi formalizado um memorando de entendimento entre Conselho Executivo Provincial e a MozParks Holding para a criação de dois parques.

Sabe-se Inhassoro e Jangamo beneficiam de proximidade aos projectos de gás natural, areias pesadas e transformações energéticas em curso no país, acessibilidade a portos e rodovias, e um forte potencial agrícola e turístico, caraterísticas que podem ter ditado a escolha destes locais.

Durante a cerimónia de assinatura, o governador Francisco Pagula destacou que o acordo vai muito além de um compromisso institucional. Segundo disse, os parques industriais “vão criar um ambiente que promova a integração de micro, pequenas e médias empresas, permitindo que empreendedores locais conquistem espaço na cadeia de fornecimento dos grandes projetos energéticos”.

Para Pagula, a iniciativa representa uma resposta concreta ao desafio da diversificação econômica, reduzindo a dependência do turismo, um setor vulnerável à sazonalidade.

A MozParks Holding, representada pelo CEO Onório Manuel, enfatizou que a empresa busca consolidar um modelo de parques industriais sustentáveis, com planejamento e gestão moderna. “Queremos espaços onde empreendimentos nacionais e internacionais operem de forma eficiente, com infraestrutura partilhada, logística integrada e incentivos que promovam competitividade”, afirmou o gestor, citado pelo jornal.

O gestor citou como modelo bem-sucedido o Parque Industrial de Beluluane (Maputo), que abriga mais de 70 empresas de 18 nacionalidades, emprega cerca de 10 mil trabalhadores e acumulou mais de 3 mil milhões de dólares em investimentos.

Além da geração direta e indireta de empregos, a província espera que a implantação dos parques estimule o fortalecimento de cadeias produtivas municipais, leve a capacitação técnica de jovens e favoreça o surgimento de novos empreendimentos locais.

O plano, conforme autoridades, dá ênfase à inclusão económica, ao envolver pequenos empresários no fornecimento de insumos, serviços de apoio e mão-de-obra especializada.

O memorando prevê ainda a criação de uma estrutura de governança compartilhada entre governo e MozParks, com critérios claros para uso das terras, infraestrutura inicial já projetada e serviços de apoio, como eletrificação, tratamento de águas e acesso rodoviário.

A expectativa é que os parques sejam operacionalizáveis dentro dos próximos 18 a 24 meses, com previsão de transformarem Inhambane em uma plataforma exportadora competitiva e integrada à economia nacional.

Deixe um comentário