O lançamento do Diálogo Nacional Inclusivo poderá ocorrer no próximo mês de Setembro, de acordo com um anúncio do Presidente da República, Daniel Chapo.
“No dia 5 de Março, assinámos o compromisso político para o Diálogo Nacional e Inclusivo. Se tudo correr bem, no dia 3 de Setembro, vamos fazer o lançamento do Diálogo para que todos os moçambicanos, do Rovuma ao Maputo, independentemente da sua origem étnica, filiação política, nível académico, filiação religiosa, possamos debater sobre o que se passa connosco, como moçambicanos” disse.
Falando ontem, em Yokohama, com a comunidade moçambicana residente no Japão, o Chefe de Estado, adiantou que entre as matérias por abordar na agenda do diálogo constam as razoes que originam violência pós-eleitoral desde a adopção do multipartidarismo em Moçambique.
“Estamos há 30 anos com democracia multipartidária, e não tivemos nem uma única eleição que terminou e não houve confusão. Por isso, temos dito que dentro das nossas diferenças é possível haver a paz” referiu.
Nove partidos políticos assinaram, em Maputo, o documento referido pelo Chefe de Estado, na sequência da iniciativa desencadeada pelo antecessor, Filipe Nyusi, já no fim do mandato, tendo tido como motim as manifestações pós-eleitorais lideradas pelo então candidato presidencial, Venâncio Mondlane.
Perante uma “pressão social” para incluir Mondlane no Diálogo, Chapo disse, em diversas ocasiões, que tal estava restrito a entidades devidamente organizadas e não a indivíduos.
Venâncio Mondlane já formalizou o seu partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo. Esta semana, na primeira Sessão Extraordinária do Conselho Executivo, manifestou prontidão para fazer parte do Diálogo.
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