Lula quer mediar crise entre EUA e Venezuela

O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, ofereceu-se para mediar a crise entre os Estados Unidos e a Venezuela, alertando para a necessidade de intervenção diplomática para evitar uma “guerra fratricida” na América Latina.

O Presidente do Brasil revelou que abordou a possibilidade de mediação numa recente conversa que teve com o Presidente dos EUA, Donald Trump, e com o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

O líder brasileiro afirmou que a sua política procura soluções para os problemas, sublinhado que existe a possibilidade de se evitar uma guerra, face à escalada de tensão entre Washington e Caracas.

“Nunca ninguém disse o verdadeiro motivo disso. Se é o petróleo da Venezuela, as terras raras, minerais críticos… Ninguém coloca na mesa o que quer”, disse, citado numa publicação da RFI.

Segundo a publicação, o líder brasileiro terá explicado a Donald Trump que a América do Sul é uma “região de paz” e deve permanecer assim, acrescentando que pondera manter conversações para criar um quadro diplomático que evite um confronto militar.

A oferta de mediação surge num contexto de crescente tensão na região. Desde Setembro, os EUA mantêm forte presença naval no Caribe e no Pacífico, com operações que, segundo autoridades regionais, resultaram em quase 100 mortes em acções contra embarcações alegadamente ligadas ao tráfico de drogas.

A administração norte-americana intensificou ainda a pressão sobre Caracas, incluindo um bloqueio a petroleiros sancionados que entram ou saem de portos venezuelanos.

Lula da Silva tem criticado a militarização, alertando que as operações anti-drogas com presença militar aumentam o risco de desestabilização e podem desencadear um conflito mais amplo.

A Presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, também se ofereceu recentemente para mediar entre Washington e Caracas.

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