Médicos residentes do Hospital Central da Beira decidem suspender greve após pagamento da dívida

Os médicos residentes do Hospital Central da Beira (HCB), a maior unidade de saúde da região centro de Moçambique, decidiram suspender a greve que estava prevista para começar no sábado (25), após o Governo ter pago três meses das horas extraordinárias em dívida.

Os médicos tinham prometido suspender todas as actividades, excepto as de rotina. Isso significaria cancelar operações de emergência e suspender todo o trabalho fora do horário normal, em busca das exigências de pagamento de horas extras devidas desde 2023.

De acordo com uma publicação da AIM, o problema remonta à introdução da nova tabela salarial unificada (TSU) há dois anos. Os médicos afirmam que, no passado, as horas extras eram pagas como uma taxa, “mas esse sistema foi abolido e, desde então, nunca mais as recebemos”.

Segundo os médicos, a decisão de suspender a greve foi tomada quando o governo prometeu pagar parte da dívida. “Os nossos colegas, com bom senso, decidiram fazer uma trégua e voltar ao trabalho. Concordamos em nos reunir para rever os detalhes e definir novos prazos para as negociações”, disse um representante dos médicos.

Os médicos revelaram que o pagamento cobre apenas três meses de pagamentos devidos para 2025, enquanto a dívida data de 2023.

“Acreditamos que, com base nas informações apresentadas e nos documentos de inspeção, o Governo continuará o processo de pagamento. Por enquanto, decidimos dar esse crédito à administração e manter o diálogo”, disse outra fonte, citada pela Carta de Moçambique.

O representante dos médicos residentes do HCB confirmou que nem todos os profissionais receberam os seus pagamentos simultaneamente. A maioria recebeu os seus pagamentos na sexta-feira, enquanto alguns receberam os seus pagamentos no sábado e outros deverão ser pagos durante esta semana.

 

(Foto DR)

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