Ministro da Saúde promete tolerância zero contra roubo e desvio de medicamentos no país

O Ministro da Saúde, Ussene Isse, insurgiu-se publicamente esta quinta-feira contra o roubo e o desvio de medicamentos que afectam a cadeia de abastecimento em Moçambique.

Durante a abertura do II Conselho Nacional de Logística Farmacêutica, na cidade de Maputo, o governante afirmou que estas práticas criminosas e a corrupção instalada estão a comprometer gravemente o funcionamento do Sistema Nacional de Saúde e a impedir que a população tenha acesso aos cuidados médicos essenciais.

Segundo o MISAU, o governante deixou claro que não haverá confiança no sistema enquanto persistirem actos de improbidade na gestão de recursos públicos. Segundo Ussene Isse, o País atingiu um ponto de rotura em que já não se pode tolerar o uso indevido de fármacos. O Ministro destacou que a logística farmacêutica enfrenta problemas antigos, como desperdícios crónicos e falhas de gestão, que resultam em rupturas de stock que poderiam ser evitadas com maior rigor e controlo.

Um dos pontos mais fortes da sua intervenção focou-se na questão da impunidade. O Ministro defendeu que a cadeia de abastecimento não falha por ausência de legislação ou normas técnicas, mas sim pela falta de responsabilização dos agentes envolvidos. Para Isse, é fundamental que cada gestor, técnico e decisor responda directamente pelos resultados da sua actuação, garantindo que os medicamentos cheguem até à chamada última milha, beneficiando o paciente final.

Para inverter o actual cenário, o Ministério da Saúde pretende reforçar os sistemas de rastreabilidade, permitindo um controlo apertado de cada unidade de medicamento desde o armazém até à unidade sanitária. O objectivo é consolidar mecanismos de monitoria capazes de identificar, em tempo real, quaisquer desvios ou irregularidades ao longo do percurso logístico, aumentando a transparência e a eficiência do sector.

O Conselho Nacional de Logística Farmacêutica, que termina esta sexta-feira, serve de plataforma para reunir gestores, directores clínicos e parceiros estratégicos na busca de soluções duradouras. No encerramento do evento, deverão ser anunciadas medidas enérgicas e novas acções de responsabilização destinadas a travar definitivamente o roubo e a má gestão de produtos de saúde nas instituições públicas moçambicanas.

Imagem: DR

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