A presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa e o seu homólogo do Reino de Eswatini, Jabulani Mabuza, rubricaram esta segunda-feira (08), em Mbabane, um protocolo de cooperação, tendo em vista o aprofundamento das relações parlamentares.
A assinatura deste instrumento surge no contexto da visita que a presidente do Parlamento moçambicano efectua àquele país vizinho como o corolário do encontro havido no passado mês de Julho, em Genebra, na Suíça, entre Margarida Talapa e a senadora Lindiwi Dlhamini à margem da reunião da União Interparlamentar (UIP).
Segundo uma publicação do jornal Domingo, trata-se de um documento que estabelece os termos, as áreas prioritárias e o plano de acção bienal, o desenvolvimento dos recursos humanos, concertação político-diplomático, partilha de experiências e troca de delegações.
Margarida Talapa enalteceu o estágio de cooperação entre os governos dos dois países e, sobretudo, a liderança do Presidente Daniel Chapo e do Rei Mswati III que tem permitido que Moçambique e Ewsatini deem passos substanciais em diversas áreas, com destaque para o processo de integração regional, investimento mútuo, trocas comerciais e fortalecimento do sector privado.
“No último encontro que mantivemos, em Julho deste ano, em Genebra, concordamos com a importância e urgência de elevarmos a cooperação parlamentar entre os nossos países, ao mesmo nível que a cooperação intergovernamental. Felicito a vossa excelência e a sua equipa pela iniciativa de apresentação desta proposta de Protocolo de Cooperação, que vai sem dúvidas contribuir para esse fim. É, pois, com enorme satisfação que celebramos hoje a sua assinatura”, disse Talapa.
Por seu turno, Jabulani Mabuza afirmou que a assinatura do Protocolo materializa os valores africanos, enraizados na filosofia Ubuntu – “Eu sou porque tu és” – que enfatiza o respeito do ser humano com os outros.
“O acto que acabamos de testemunhar é um momento solene, que transcende o protocolo enquanto instrumento de cooperação. Carrega consigo valores simbólicos muito fortes. Exalta a irmandade entre os povos de Eswatini e de Moçambique, unidos pela cultura, língua e laços familiaridade. Este protocolo é um instrumento de governação inclusiva”, destacou Mabuza.
O presidente do Parlamento de Eswatini apresentou na ocasião a estrutura do órgão que dirige. Explicou que é composto por 76 deputados, dos quais, 60 são eleitos em 59 círculos eleitorais, 10 pelo Rei após consultar os seus conselheiros, e 4 são das quatro regiões do país.
(Foto DR)