O distrito da Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado, enfrenta degradação da situação humanitária desde que o Programa Mundial para a Alimentação (PMA) deixou de canalizar apoio.
Uma reportagem da Televisão de Moçambique adianta que o problema afecta a mais e 140 mil pessoas, que antes se beneficiavam de um programa que atribuía um cheque a cada família.
O PMA retraiu as ajudas devido à exiguidade de fundos, mas continuou a apoiar famílias mais vulneráveis. Entretanto, as ajudas cessaram, por entendimento da comunidade, de que a discriminação do PMA em reduzir o número de beneficiários poderia resvalar em motins.
“Isso poderia terminar em desinteligência comunitária, ou seja, ia provocar mal entendidos e sentimento na comunidade, podendo desembocar em levantamentos, agitação, ou mesmo alguma desobediência” disse o Administrador, Sérgio Cipriano.
A população ressente-se também das dificuldades para aceder as zonas de produção agrícola devido à presença de grupos armados não estatais.