O Presidente interino da Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA), Venâncio Mondlane, diz ter apelado para os moçambicanos tirarem o dia de segunda-feira para reflectir sobre que país se pretende.
Em conferência de imprensa à margem da inauguração da sede distrital de KaMubukuana, na cidade de Maputo, o Mondlane desfez os rumores sobre a convocação de manifestações generalizadas, destacando que sugeriu a reserva de um dia da semana para se reflectir sobre os problemas que apoquentam o país.
“A situação económica, política, financeira e de segurança em Moçambique nunca esteve pior do que actualmente. Como partido político temos deveres perante essa situação. Não é olhar para ela e ficarmos impávidos. Estamos a fazer um convite ao povo moçambicano para reflectir o tipo de sociedade que nós queremos” disse, vincando a necessidade de um debate interno para mudar o curso das coisas, “porque se a continuar assim, é como se o país estivesse a cair para o precipício”.
Além disso, Venâncio Mondlane entende que o povo moçambicano jamais teve um momento para reflectir “de facto sobre como é que o país está a andar e para onde estamos a ir”.
A Polícia da República de Moçambique emitiu um comunicado aonde refere a convocação de cidadãos para manifestações, e adiantou que a sua actuação seria proporcional para garantir a ordem pública.
Sobre o documento – que até reconhece o direito constitucional às manifestações – Mondlane referiu que “foi acertado” até porque, de certo modo, ajudou a esclarecer o mal-entendido propalado.
“É um comunicado preventivo. Me parece muito bem-feito. Mas, se forem a ver, a polícia está a falar de manifestações fora-da-lei. Até certo ponto penso que aquele comunicado nos ajudou a nós porque havia umas interpretações… porque quando falámos do dia da reflexão [pensava-se em distúrbios]… mas o comunicado não tem nada a ver com aquilo que nós queremos fazer” disse.