Mortos 15 zimbabueanos “recrutados” para guerra russo-ucraniana

O Ministro da Informação Zimbabué, Zhemu Soda, revelou, na quarta-feira, na capital Harare, que 15 de seus cidadãos foram mortos após serem recrutados para a guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

Conforme anunciou à imprensa, trata-se de vítimas de esquemas fraudulentos de recrutamento nas redes sociais com promessas de bons empregos e salários. Entretanto, já na Rússia, veem seus documentos confiscados. De seguida, são lançados em campos de batalha sem formação mínima. Agora o país está a encetar contactos diplomáticos para repatriar outros 66 zimbabuanos que ainda estão vivos.

“Eles recebem pouco ou nenhum treinamento e são colocados em situações de risco de vida. Quando são feridos, mortos ou capturados, os recrutadores desaparecem, deixando as famílias no Zimbábue sem informações, sem apoio e sem ninguém a quem responsabilizar. Em muitos casos, a remuneração prometida nunca é paga”, disse Soda.

Além do Zimbábue, países africanos como África do Sul, Quénia e Nigéria relataram casos semelhantes de seus cidadãos que foram enganados e levados para a Rússia com falsas promessas de trabalho, mas acabaram na linha de frente da guerra.

Na África do Sul, a polícia interrogou 11 homens que retornaram ao país em Fevereiro. As autoridades confirmaram que dois sul-africanos foram mortos no conflito.

Um relatório de inteligência do Quénia afirmou que até mil quenianos foram recrutados. O relatório revelou que dezenas ficaram feridos, estão desaparecidos ou ainda estão a lutar, e pelo menos um queniano morreu.

Autoridades ucranianas estimam que mais de 1.700 africanos podem ter sido recrutados para lutar pela Rússia. (AP)

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