Ordem dos Advogados pede investigação célere e rigorosa ao assassínio do bispo de Quelimane

A Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) pediu uma investigação “célere, rigorosa e transparente” sobre o assassínio do bispo de Quelimane, Dom Osório Citora Afonso.

Esta segunda-feira (09), em comunicado, advogados moçambicanos pediram uma investigação “célere, rigorosa e transparente” sobre o homicídio do bispo de Quelimane, Dom Osório Citora Afonso. “Este crime recorda-nos que ninguém está imune às investidas da intolerância e da violência. Quando homens e mulheres comprometidos com a verdade, a justiça social, a paz e a defesa dos excluídos são transformados em alvos, toda a sociedade deve sentir-se interpelada”, lê-se no comunicado, citado pela RFI.

O bispo da diocese de Quelimane e administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira, Osório Citora Afonso, foi assassinado a tiro na madrugada de sábado, na sua residência.

Em comunicado, o Conselho Episcopal de Moçambique informou que é na sexta-feira que se realiza o funeral eclesiástico oficial na paróquia de Nossa Senhora de Livramento, na cidade de Quelimane, e o corpo do bispo Dom Osório Citora segue depois para Nampula, a sua terra-natal, onde será sepultado no sábado.

A morte do bispo da diocese de Quelimane continua a suscitar acesos debates e a levantar questionamentos. Mateus Seize diz que peritos enviados de Maputo trabalham no terreno para esclarecer o caso.

O Presidente da República, Daniel Chapo, manifestou também, em comunicado, profundo sentimento de pesar e consternação. Também os antigos Presidentes Armando Guebuza e Joaquim Chissano apelaram à rápida responsabilização dos autores do homicídio, enquanto o líder do partido MDM, quarta força parlamentar, criticou a “violência brutal” no País.

O Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar pediu reforço de protecção aos líderes religiosos no continente e exigiu respostas das autoridades.

Numa nota da Santa Sé, refere-se que o Papa Leão XIV expressou também profunda dor e apelou ao fim dos actos de violência em Moçambique.

A União Europeia pediu, no sábado, uma investigação “minuciosa e transparente”, lamentando e mostrando-se profundamente chocada com a morte trágica e violenta.

 

(Foto DR)

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