Papa Leão XIV declara excomunhão de bispos tradicionalistas após desafio na Suíça

A Santa Sé quebrou o silêncio para pôr fim à onda de desinformação que inundou as plataformas digitais nos últimos dias. O Papa Leão XIV declarou formalmente o estado de cisma e a consequente excomunhão automática dos novos bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), após a realização de consagrações episcopais sem o consentimento pontifício no seminário de Ecône, na Suíça.

A medida severa surge em resposta directa ao desafio lançado pela liderança do grupo tradicionalista, que decidiu avançar com as ordenações à revelia das advertências expressas enviadas antecipadamente por Roma. Segundo o comunicado oficial emitido pelo Dicastério para a Doutrina da Fé, o acto constitui uma violação gravíssima do direito canónico e um atentado contra a unidade da Igreja Católica. A nota da assessoria sublinha que a realização de consagrações sem o mandato apostólico representa uma ruptura deliberada com a comunhão universal.

O decreto de excomunhão gerou equívocos nas redes sociais, onde várias páginas e blogues começaram a difundir a falsa notícia de que o Sumo Pontífice teria decretado a expulsão imediata de mais de 700 padres. Fontes eclesiásticas esclareceram que o número setecentos corresponde, na verdade, ao contingente total de sacerdotes que compõem a fraternidade a nível global, e não ao volume de indivíduos punidos individualmente.

Embora os 700 padres da FSSPX não tenham sido expulsos em massa, a declaração de cisma coloca as suas actividades e a celebração dos sacramentos numa condição de profunda ilicitude canónica. O Vaticano reiterou que as portas do diálogo permanecem abertas para aqueles que manifestarem o desejo sincero de retornar à plena obediência, mas advertiu os fiéis para que não participem nas cerimónias promovidas pela organização sob pena de incorrerem na mesma sanção espiritual.

Imagem: DR

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