Protestos no Irão prolongam-se com apagão de internet

Os protestos antigovernamentais que começaram a 28 de dezembro no Irão entraram na segunda semana, espalhando-se por várias cidades e provocando uma resposta cada vez mais dura das autoridades. Em medida para dificultar a organização dos manifestantes, o regime iraniano cortou quase totalmente o acesso à internet e às comunicações telefónicas.

O movimento de protesto, inicialmente motivado pela grave crise económica e inflação elevada, transformou-se em manifestações directas contra o regime do Líder Supremo, Ali Khamenei. Avançou a organização NetBlocks que o corte de internet tem afectado “a quase totalidade das comunicações em todo o país”, dificultando a cobertura internacional e a coordenação dos manifestantes.

Organizações de direitos humanos estimam que pelo menos 62 pessoas tenham perdido a vida desde o início das manifestações, incluindo civis e membros das forças de segurança, embora os números reais sejam difíceis de confirmar devido ao bloqueio das comunicações.

No plano internacional, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou que os EUA responderiam de forma severa caso as forças iranianas começassem a disparar contra os manifestantes, afirmando que o país está “pronto para actuar” se tal acontecer.

O Líder Supremo do Irão reagiu acusando os manifestantes de estarem a “arruinar as suas próprias ruas para agradar aos Estados Unidos”, rejeitando críticas externas e prometendo uma resposta firme às acções que considera sabotagem e influência estrangeira.

Imagem: DR

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