O antigo presidente da Autoridade Tributária (AT) e do Instituto Nacional de Estatística (INE), Rosário Fernandes, considera a criação do partido Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo – ANAMOLA, ser o prenúncio profético de grandes mudanças estruturais no País.
No seu discurso ao Conselho Nacional do ANAMOLA que decorre desde sábado na cidade da Beira, Rosário Fernandes enalteceu a criação do partido liderado por Venâncio Mondlane, lembrando que esta nova formação política “não precisou de soluções armadas, nem de gás lacrimogéneo, nem blindados para se firmar na arena política moçambicana”.
“Não nasceu apenas um ente querido, mas o prenúncio profético de grandes mudanças estruturais, equiparáveis à criação da Frelimo de Eduardo Mondlane em 1962. O ANAMOLA não precisou de soluções armadas, nem de gás lacrimogéneo, nem blindados para alcançar, de direito, o Conselho de Estado. Precisou apenas de uma solução digital, de elevado potencial comunicativo em rede, com suas bases populares de apoio, dentro e fora do País”, lê-se no documento lido na reunião.
Na sua comunicação, Rosário Fernandes lembrou ainda que foram percursores do ANAMOLA que legitimaram o PODEMOS na esfera política moçambicana. “Queira-se ou não, a força dos percursores do ANAMOLA legitimou o PODEMOS (como seria a CAD, se aprovada pela CNE). O presidente interino do ANAMOLA tornara-se o candidato presidencial mais votado nas urnas, embora validado e proclamado pelo Conselho Constitucional, como o segundo mais votado, em veredicto Solene e Irrecorrível”, ressalvou.
“A Frelimo conta com 5 milhões de membros, mas o ANAMOLA pode alcançar o dobro, por ingressos massivos de seus seguidores (…) ou migrações voluntárias de ora filiados em outros partidos, incluindo a própria Frelimo”, acrescentou Rosário Fernandes.
Mais adiante, o antigo dirigente desafiou ao partido ANAMOLA para que sirva de exemplo no que à transparência financeira e sustentabilidade diz respeito.
“O ANAMOLA precisa fazer diferente e melhor, primando sempre pelas angariações, internas ou externas, por avaliações periódicas, de stocks e saldos, e de prestação de contas, conquanto transparentes, voluntárias e de boa-fé. Mais vale, mil vezes, obter contribuições populares em praça pública, do que alcançá-las de forma oculta, fraudulenta, e por troca de favores”, desafiou.
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