O Governo do Ruanda confirmou esta quinta-feira, a chegada ao país dos primeiros sete migrantes deportados dos Estados Unidos de América.
A deportação ocorre no âmbito de um polémico acordo assinado com a Administração do Donald Trump, que prevê o envio de até 250 pessoas para o país africano.
O porta-voz do Governo ruandês, Yolande Makolo, disse citado pela imprensa internacional que cada caso foi analisado sob o acordo bilateral, que permite a Kigali analisar e aprovar os migrantes antes de conceder a entrada.
Não foram fornecidas informações sobre as identidades dos deportados, mas Makolo afirmou nesta quinta-feira que eles foram acomodados por uma organização internacional.
Os deportados estão a receber a visita da Organização Internacional para as Migrações, bem como de representantes dos serviços sociais de Ruanda.
Além da acomodação, os deportados receberão treinamento profissional e assistência médica.
Makolo referiu igualmente que três dos deportados afirmam querer retornar aos seus países de origem, enquanto os outros quatro desejam ficar e construir uma vida em Ruanda.
Ruanda é um dos quatro países africanos que firmaram acordos de deportação com Washington. Os outros são Uganda, Eswatini e Sudão do Sul.