SERNIC apreende mais de 2,5 toneladas de material eléctrico vandalizado

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) apreendeu mais de 2,5 toneladas de diverso material eléctrico prestes a ser exportado, na cidade da Beira, província de Sofala.

Um responsável da Electricidade de Moçambique disse tratar-se de mais e 2,5t de cobre e outra quantidade não especificada de alumínio.

O material foi apreendido em um estaleiro de venda de sucata. Um cidadão que estava no local na hora da apreensão foi detido pelo SERNIC por ter sido flagrado “a pesar o produto”.

Conforme avançou a MIRAMAR, o material, fruto de actos de vandalização, seria vendido para cidadãos chineses. Cada quilo de material era vendido por diversas pessoas a compradores chineses por cerca de 400 meticais. Na verdade, a fonte referiu que esse tipo de crime já ocorria há mais de um ano, e a porta de saída era o Porto da Beira.

Em entrevista ao canal, o cidadão detido disse que o patronato chinês compra o material de outros “fornecedores”, e seu papel era somente de fazer a pesagem de “enviar os dados”.

Referiu que trabalha no estaleiro há pouco mais de um ano e desde sempre viu esse tipo de material a circular. Começou a fazer a pesagem em Março deste ano.

“Eles me mandavam para pesar e enviar os dados. Colocam [o material] no contentor e exportam” disse, notando que os materiais já chegavam cortados e em sacos.

Ele alegou suspeitar que o material era fruto de actos de vandalização. O material que mais entrava no estaleiro eram cabos de cobre, revelou. Alertou que a designação de estaleiro de sucata “era apenas uma fachada”.

O porta-voz do SERNIC, Alfeu Sitoe, disse tratar-se uma situação preocupante porque envolve quantidades consideráveis e cidadãos chineses, tal como nas últimas apreensões do mesmo tipo de material naquela província. Referiu que a empresa que comprava os materiais está vocacionada para fabrico de cimento-cola, e bobinagem de máquinas.

“O responsável pela compra deste material está a monte. Os outros chines são intermediários” disse, adiantando ser necessário cumprir outros requisitos legais para privá-los de liberdade.

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