As autoridades nacionais de controle da transitabilidade constataram, na sexta-feira, que a maioria dos motoristas de semi-colectivos e colectivos de passageiros não dispões de habilitações para a actividade.
Uma operação desencadeada pelo Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO) e a Polícia de Trânsito (PT) apurou que 95% dos condutores interpelados opera ilegalmente – sem carta de condução compatível com a actividade e licenças de operação –, ou seja, somente cinco porcento pode exercer a actividade.
A operação decorreu na Terminal Interprovincial da Junta, na cidade de Maputo, e no posto de controlo de Nhongonhane, no distrito de Marracuene, província de Maputo. O trabalho consistiu na verificação de documentos, condições técnicas e sensibilização para a segurança rodoviária.
“Achamos conveniente que todos aqueles objecto da fiscalização e com problemas de cartas incompatíveis fossem hoje sensibilizados, de modo a criarem condições para regularizar a sua situação” disse Cassimo Ali, chefe do Departamento da Polícia de Trânsito do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique.
O Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Instituto Nacional de Transportes Rodoviários (INATRO), Nelson Nunes, constatou, em Nhongonhane diversas irregularidades desde ausência de licenças e seguros incluindo a incompatibilidade de cartas de condução e inexistência de listas de passageiros. Mas também, notou deficiências nos postos de fiscalização, tais que podem ser colmatadas com a introdução de métodos tecnológicos. Nunes diz que deverá ser feita uma reflexão profunda sobre os actuais métodos de fiscalização.
A Polícia de Trânsito apelou aos condutores para regularizar a situação e aos passageiros para denunciar sobrelotação e outras irregularidades.