Numa publicação nas redes sociais realizada esta terça-feira, 28 de abril, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o governo do Irão entrou em contacto com a administração norte-americana comunicando um “estado de colapso”. Segundo o líder dos EUA, Teerão estaria a solicitar a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de energia, enquanto tenta resolver uma crise interna de liderança.
O Estreito de Ormuz tem sido o centro de uma disputa geopolítica acentuada desde o início da escalada militar em fevereiro de 2026. O bloqueio, que forçou o redirecionamento de navios cargueiros e elevou o preço do petróleo nos mercados internacionais, é uma das principais ferramentas de pressão do Irão no conflito regional.
A declaração de Trump sugere uma mudança potencial na dinâmica de poder, indicando que as sanções e o bloqueio naval liderado pelos Estados Unidos e seus aliados estariam a produzir efeitos significativos na estabilidade interna do regime iraniano. O presidente norte-americano manifestou optimismo quanto à capacidade do país em reorganizar a sua estrutura governamental, embora não tenha detalhado quais seriam os próximos passos diplomáticos ou militares.
Esta actualização ocorre num momento de extrema fragilidade diplomática. Apesar da existência de um cessar-fogo temporário, acordado em 8 de abril e prolongado por tempo indeterminado, o cenário no Médio Oriente permanece volátil. As negociações entre as partes têm enfrentado impasses constantes, com Teerão a acusar Washington de imposições ilegais, enquanto os Estados Unidos mantêm a sua postura de aumentar a pressão militar na região.
Caso o pedido de abertura do Estreito se confirme, poderá representar uma das maiores concessões iranianas desde o início das hostilidades, sinalizando um possível esgotamento da capacidade de resistência do país frente ao isolamento económico e militar.
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