Thera Dai assume OAM com promessa de revolucionar a advocacia

A nova bastonária da Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) traça uma rota ambiciosa no seu manifesto, prometendo erradicar a burocracia, apostar na digitalização e colocar as mulheres e os jovens advogados no centro das decisões.

A Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) prepara-se para uma viragem histórica na sua gestão. Sob o lema “Uma Ordem forte, para uma advocacia digna e respeitada, ao serviço do advogado e da sociedade”, o manifesto da bastonária eleita, Thera Dai, detalha uma visão estratégica que visa romper com os velhos problemas que apoquentam a classe e a administração da justiça no país.

No documento, a nova liderança assume com frontalidade os desafios actuais da agremiação, apontando o dedo aos “processos disciplinares morosos, burocracia paralisante, desigualdades internas e fragilidade institucional”. Contudo, encara o actual cenário não como uma crise, mas como uma soberana oportunidade para modernizar e aproximar a Ordem dos seus membros.

A estratégia da nova bastonária assenta numa visão global estruturada em seis eixos fundamentais. O primeiro foca-se na Independência Institucional, que visa construir uma Ordem forte que funcione sempre ao serviço dos membros e da sociedade, independentemente dos órgãos sociais em exercício.

Seguindo esta linha, a Sustentabilidade Financeira surge como prioridade para garantir a transparência nas contas e alcançar maior autonomia, estimulando o pagamento voluntário das quotas por parte dos profissionais.

No campo tecnológico, a Modernização Digital surge como a ferramenta escolhida para transformar a OAM numa instituição célere, encurtando de forma definitiva as distâncias geográficas entre os Conselhos Provinciais e reduzindo os custos operacionais.

Outro ponto de grande destaque é a Inclusão de Mulheres e Jovens, um compromisso assumido para promover a igualdade de oportunidades e de tratamento, gerando um verdadeiro sentimento de pertença para as franjas tradicionalmente menos integradas da advocacia.

A nível social, a Ordem assume-se como Defensora dos Direitos Humanos, posicionando-se de forma intransigente na salvaguarda dos direitos fundamentais, actuando sempre com responsabilidade e um vincado sentido de Estado.

Por fim, o manifesto aponta para a Excelência Internacional, um eixo focado em elevar as competências técnicas dos advogados moçambicanos através da formação contínua, alinhando toda a organização com os melhores padrões internacionais.

Com esta plataforma de reformas, a nova direcção da OAM assume o compromisso de deixar para trás os desperdícios de recursos humanos e financeiros, focando-se estritamente em resultados práticos. O grande desafio, agora, será a transição do papel para a realidade nos tribunais e no quotidiano dos profissionais moçambicanos.

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