A petrolífera francesa TotalEnergies, que lidera o projecto GNL Moçambique, localizado no distrito de Palma, na província de Cabo Delgado, no norte do País, negou o alegado incumprimento dos acordos destinados a promover o desenvolvimento da população local.
O alegado incumprimento dos acordos surge na sequência de queixas apresentadas por residentes do distrito de Palma, que afirmam que a TotalEnergies está a discriminar quase todas as empresas subcontratadas pelo projeto GNL Moçambique e os seus trabalhadores no acampamento, onde o projecto orçamentado em cerca de 20 mil milhões de dólares será retomado.
Segundo o CEO da TotalEnergies, Maxime Rabiloud, citado pela AIM, que falou esta segunda-feira (01), em Maputo, após a assinatura de um memorando de entendimento com a Agência Nacional para o Desenvolvimento Integrado da Região Norte (ADIN), “a empresa faz tudo o que está ao seu alcance para promover o desenvolvimento da população local”.
“Ouvi dizer que estamos a operar isoladamente. Talvez seja um mal-entendido sobre o que estamos a fazer para preparar o relançamento do projecto, que envolve um aumento significativo das actividades. Por isso, é muito importante que todas as empresas envolvidas no lançamento estejam bem preparadas e no mesmo local para garantir que possam trabalhar de forma eficaz e assegurar um reinício de qualidade”, afirmou o responsável.
Na mesma ocasião, Rabiloud explicou que a sua empresa continua a privilegiar os acordos “com o povo de Palma, e agora estamos a fazer muito mais devido ao reinício do projecto e esclarecemos o nosso compromisso de continuar a trabalhar com estas pessoas”.
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