Uma denúncia à Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA) levou a suspender a exportação, ontem, de 111 contentores contendo quantidade não especificada, supostamente, de toros de madeira.
A madeira seria exportada do Porto da Beira, na província de Sofala, centro de Moçambique, para a China.
O navio que ia exportar a matéria-prima está retido naquele Porto, de onde devia zarpar por volta da 13h locais.
Ao cair da tarde de ontem iniciou a descarga e inspecção dos contentores. A reverificação retoma esta tarde. Entretanto, nos 50 contentores já inspeccionados foram encontradas madeira já processada.
O chefe do Departamento central de fiscalização de Florestas, Arsénio Chilengo, suspeita que parte da mercadoria possa ser madeira em toro, em situação ilegal, escreveu a RM.
“Há uma necessidade de reverificação porque temos suspeitas de haver madeira em toros nestes contentores. É um processo feito quando há suspeitas” disse, citado pela Miramar.
Os proprietários da carga insistiram que a madeira havia sido carregada nos contentores na presença das autoridades competentes e que haviam passado por um scanner electrónico, segundo a AIM.
Em Moçambique, a exportação de madeira em toros e vigas de todas as espécies nativas é proibida por Lei, desde 2017.