Ministro da Justiça diz que Governo não é obrigado a comentar sobre o regresso de Chang a Moçambique

O ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, considera que o regresso ao País de Manuel Chang, antigo ministro das Finanças, não diz respeito ao Governo, mas sim à justiça. Chang cumpria até agora pena de prisão nos Estados Unidos da América no âmbito do escândalo das dívidas ocultas.

Sem meias palavras quanto ao regresso de Manuel Chang, ex-ministro das Finanças a Mocambique, Mateus Saize, explicou que não compete ao Governo comentar. “O assunto de Manuel Chang está fora do Governo, é matéria do judiciário e em homenagem ao princípio da separação de poderes, eu não estou nem em condições de responder sobre os processos que pesam sobre o senhor Manuel Chang”, explicou o ministro, citado pela RFI.

Manuel Chang cumpriu uma pena de prisão de sete anos e meio entretanto reduzida para 14 meses, nos Estados Unidos no âmbito processo das dívidas ocultas. Chang regressou a Moçambique no Domingo de Páscoa. A operação foi concretizada mais de uma semana depois do prazo previsto para a libertação e obrigatória deportação de Chang para Moçambique.

O atraso deveu-se a problemas administrativos entre Moçambique e Portugal, levando a que Manuel Chang ficasse detido durante uma semana nas instalações da polícia ICE, que combate a imigração ilegal nos Estados Unidos da América.

Preso em Dezembro de 2018, na África do Sul, Manuel Chang foi quatro anos depois extraditado para os Estados Unidos da América onde foi condenado por conspiração para cometer fraude electrónica e branqueamento de capitais no âmbito das dívidas ocultas, o maior escândalo financeiro na história de Moçambique que lesou o Estado em mais de 2 mil milhões de dólares e levou os parceiros internacionais a suspenderem em 2016 toda ajuda directa ao Orçamento do Estado.

 

(Foto DR)

Deixe um comentário