O Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, garantiu hoje, na cidade da Matola, província de Maputo, que o uso de pulseiras electrónicas é um processo irreversível, devendo iniciar a fase piloto ainda este ano.
“Queremos introduzir antes de Dezembro, num projecto piloto. Vamos decidir por uma província onde vamos ver como é que o processo será” garantiu, a margem do X Conselho Coordenador da instituição.
Saize revelou que o país enviou equipas de moçambicanos para países cujo processo já avançou por forma a colher experiência para implementar em Moçambique.
“Os nossos colegas do Serviço Nacional Penitenciário deslocaram-se a Espanha e a Itália com o nosso parceiro de cooperação que se predispôs a pagar todas as despesas de aquisição e de equipamentos necessários para o controlo” disse, vincando que “o processo há esta bem avançado”.
O Ministro explicou que, na primeira fase, o uso de pulseiras electrónicas para o controlo de reclusos será imposto aos indivíduos com processos mais comuns visando descongestionar as cadeias.
“Numa primeira fase, como é projecto piloto, e por vocação das pulseiras, começaremos com os crimes leves, porque são esses crimes de pouca gravidade que sobrelotam as nossas penitenciárias” referiu, citado pela Rádio Moçambique.