Adriano Nuvunga comparece ao tribunal para julgamento

O Director-Geral do Centro para Democracia de Direitos Humanos (CDD), Adriano Nuvunga, compareceu, hoje, ao Tribunal Judicial da Cidade de Maputo (TJCM) para ser ouvido sobre o “Caso 219 milhões de meticais”.

No dia 14 de Fevereiro, Nuvunga submeteu uma denúncia ao TJCM sobre o Presidente do Partido Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS), Albino Forquilha, ter recebido aquele montante para parar a luta pela verdade eleitoral, que desencadeou os mais violentos protestos pós-eleitorais em Moçambique. Forquilha negou as acusações e pediu provas.

“Hoje é o dia da legalidade, e nada mais coerente do que estarmos aqui a cumprir a notificação em respeito ao Tribunal e ao Ministério Público” disse.

Ele comparece ao TJCM após duas ausências. Na primeira ausência, tanto Nuvunga quanto Forquilha não se fizeram ao Tribunal.

Falando a jornalistas antes de se fazer à sala de audições, Nuvunga disse que o processo em andamento revela que foi prestado um serviço a sociedade, representando um “motivo de honra”.

“O simples facto de estarmos aqui, é, de certa forma, o resultado dessa luta colectiva. Mostra que as instituições funcionam, e a justiça, quando se faz ouvir, fortalece a democracia” disse.

O advogado do activista social assegurou que as razões das ausências para a audição, bem assim questões relativas às provas, estão expressas no processo.

“A expectativa é boa, que a justiça seja realizada, é que os esclarecimentos sejam feitos” disse Ilídio Macia, Advogado de Nuvunga.

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