Já lá se foi o tempo em que, em Moçambique, os diplomas universitários de conclusão de cursos serviam de atestado de garantia de emprego, alertou o Presidente da República, Daniel Chapo, instando a novos graduados a buscar novas independências, principalmente a económica.
“Hoje, temos milhares de jovens licenciados que enfrentam dificuldades em encontra emprego. O tempo em que o diploma garantia, automaticamente, um emprego chegou ao fim. Hoje, é necessário que a universidade forme criadores de emprego e não apenas candidatos a emprego” disse Chapo, desafiando a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) a reposicionar-se para lidar com as exigências actuais do país.
Segundo o Chefe de Estado, os dias actuais marcado por mudanças económica e tecnológicas que exigem reformas no ensino e aprendizagem e produção de conhecimento.
Chapo recomendou igualmente que a UEM “saiba conviver com a Inteligência Artificial sem perder a inteligência humana”, observando questões éticas e pedagógicas.
O PR instou a UEM, bem assim outras instituições de ensino superior do país, a participarem do Diálogo Nacional Inclusivo.
Na sua mensagem para os mais de 190 novos graduados da UEM, Chapo disse ser o momento ideal para se trilhar o caminho para a conquista de novas independências.
“Sois a geração chamada a completar a obra iniciada em 1975, que é transformar a independência política em independência económica, em independência digital, ambiental e cultural e, sobretudo, num desenvolvimento sustentável que beneficie a todos os moçambicanos” disse.
O Chefe de Estado, focando sua intervenção na independência económica, vincou que o principal elemento percursor, antes dos recursos financeiros, é o capital humano.
“A independência económica não será alcançada apenas com recursos financeiros. O principal recurso que este país tem é o capital humano. Ela será conquistada com recursos humanos competentes, cientificamente bem-formados e profundamente comprometidos com a pátria” destacou
“O ensino superior moçambicano tem hoje a missão de ser um dos motores da independência económica que estamos a construir. A universidade é o lugar onde se desenha o país, as soluções, e se alimenta a esperança colectiva… precisamos e uma universidade que dialogue com a economia e com a sociedade, que forma empreendedores, transforme a pesquisa em produto e conhecimento em bem-público. A universidade não pode estar distante das fábricas, dos laboratórios, dos campos agrícolas, das startups e das comunidades” disse.