Agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) são acusados de assassinar a tiros um cidadão identificado por Eduardo A. Chichava, no bairro de Magoanine C, na cidade de Maputo.
A denúncia foi apresentada ao Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) pelos familiares da vítima.
Entretanto, conforme a Organização da Sociedade Civil, apesar de o corpo da vítima apresentar perfurações na cabeça e no ombro que teriam sido causadas por balas, a polícia recusa a versão, alegado que a vítima teria sido esfaqueada por um grupo de jovens. Estes foram detidos e soltos “sem explicação”.
Este é o caso do jovem que, em tempo de greve de chapas na zona de Matendene, deu boleia a pessoas conhecidas num minibus. Foi indiciado por modjeros de estar a “fazer chapa”. Foi perseguido. Procurou segurança no Posto Policial de Magoanine C. Perante a confusão, a polícia disparou, supostamente para o ar. Dissipada a agitação, Eduardo foi visto caído no chão.
A família foi impedida de se aproximar ao corpo que foi levado directamente à Medicina Legal do Hospital Central de Maputo, e que as roupas da vítima nunca foram devolvidas, refere o CDD.
A Organização exige acção urgente e transparente da Procuradoria da República do Distrito de KaMubukwana, “esclarecendo os factos, identificando e responsabilizando os agentes envolvidos, e devolvendo dignidade à família da vítima”.