O Presidente da República, Daniel Chapo, entregou esta quarta-feira, no distrito de Nhamatanda, província de Sofala, 840 casas e 10 escolas construídas no âmbito do Plano de Reconstrução Pós-Ciclone Idai, em parceria com a Fundação Tzu Chi.
Ao inaugurar as infra-estruturas, Chapo destacou que estas representam “o futuro de Moçambique” e a solidariedade entre povos. O Chefe do Estado recordou que o Idai, ocorrido a 14 de Março de 2019, foi um dos maiores desastres da história da África Austral, devastando Moçambique, Malawi e Zimbabwe, causando centenas de mortes e destruindo casas, escolas, hospitais, estradas e pontes, entre outras infra-estruturas.
O Governo respondeu à catástrofe com assistência humanitária e um plano de reconstrução coordenado pelo Gabinete de Reconstrução Pós-Ciclone (GREPOC), sediado na Beira, epicentro da tragédia.
Vários parceiros internacionais e organizações humanitárias, incluindo a Fundação Tzu Chi, contribuíram decisivamente para a execução do plano.
O Presidente da República afirmou que a entrega das 840 casas e a inauguração das 10 escolas se devem ao pedido da Fundação Tzu Chi de apoiar o povo moçambicano, realçando que a organização age por amor, sem receber qualquer contrapartida.
O estadista acrescentou que este exemplo deve servir de inspiração para a população, sublinhando que Moçambique é um povo pacífico, de diálogo e de amor, e que apenas com amor se constrói. “Nós somos um povo pacífico, um povo de diálogo, um povo de amor. Temos que continuar a ser este povo, porque só com amor se constrói”.
Outrossim, sublinhou que a paz e a segurança são essenciais para garantir a continuidade do desenvolvimento.
“Se não houver paz em Moçambique e não houver segurança em Moçambique, mesmo a Fundação Tzu Chi não vai conseguir construir as escolas, porque não haverá ambiente para os trabalhadores, empreiteiros, fiscais e GREPOC continuarem a trabalhar”, alertou.
O governante considerou que as escolas entregues constituem um investimento estratégico no capital humano de Moçambique, enfatizando que o país necessita de mais profissionais em diversas áreas, incluindo engenheiros, professores, enfermeiros, médicos, dirigentes políticos e administrativos, jornalistas, directores e economistas. Nesse sentido, destacou que a formação adequada só é possível se os cidadãos estiverem a estudar.
O Chefe do Estado apelou à comunidade para preservar e valorizar as infra-estruturas. “Esta escola, a partir de hoje, passa a ser a nossa escola, já não é escola da Fundação Tzu Chi, já não é escola do Governo, é nossa escola aqui em Muda Mufo”, disse, lembrando que o cuidado com o património educacional começa dentro de casa.