Daniel Chapo defende reforço do investimento privado entre Moçambique e Zimbabué

O Presidente da República, Daniel Chapo, apelou ao reforço do investimento privado como motor da integração económica e da cooperação entre Moçambique e o Zimbabué, destacando sectores estratégicos como a agricultura, a energia, o turismo, as pequenas e médias empresas e a logística.

O apelo foi lançado este sábado (21), em Maputo, durante o Fórum de Negócios Moçambique– Zimbabué, que reuniu empresários e autoridades de ambos os países para discutir oportunidades de investimento, estratégias de desenvolvimento e mecanismos de cooperação regional.

Citado numa publicação da AIM, o Chefe de Estado moçambicano apontou a agricultura como eixo central da cooperação bilateral. “A agricultura é a base do nosso desenvolvimento. Temos terras aráveis, e os nossos irmãos zimbabueanos têm conhecimento, tecnologia e experiência. Um momento ímpar para discutirmos como podemos efectivamente fazer negócios neste sector”, frisou.

O sector energético foi igualmente apontado como prioritário, com destaque para a expansão da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, o projecto de Mphanda Nkuwa e novas centrais a gás.

“Moçambique tem gás, tem água, rios, e estamos a investir para aumentar a quantidade e a qualidade da energia eléctrica”, disse o estadista moçambicano, lembrando que esta conjuntura abre oportunidades de investimento para os empresários zimbabueanos.

Por sua vez, o Presidente do Zimbabué, Emmerson Mnangagwa, reforçou a ideia de complementaridade na cooperação, sublinhando que a integração regional e a facilitação logística são essenciais para o crescimento económico bilateral.

“Um país é construído pela sua própria gente. Nunca espere que o seu país possa ser desenvolvido por outros”, afirmou, defendendo a eliminação de barreiras e o aumento do valor acrescentado nos produtos.

Mnangagwa destacou ainda a modernização dos corredores do Limpopo e da Beira, bem como a implementação de fronteiras de paragem única, visando acelerar o fluxo de mercadorias e reduzir os custos de transporte.

“Estamos prontos para alcançar um ponto de cruzamento em que, uma vez que as formalidades estejam concluídas no lado de Moçambique, as mercadorias entrem no Zimbabué sem impedimentos”, disse.

 

(Foto DR)

Deixe um comentário