Fernando Dias Reivindica Vitória e Exige Restauração da Ordem Constitucional

A diretoria de campanha do candidato presidencial Fernando Dias da Costa emitiu um comunicado oficial onde saúda as posições da CEDEAO e da CPLP contra o golpe de Estado, ao mesmo tempo que reclama a sua legitimidade como vencedor das eleições de 23 de novembro.

Num documento datado de 17 de dezembro de 2025, a candidatura de Fernando Dias da Costa reagiu formalmente aos recentes desenvolvimentos políticos na Guiné-Bissau, após o derrube do governo de Umaro Sissoco Embaló ocorrido a 26 de novembro. O comunicado expressa um apoio firme às pressões internacionais para o restabelecimento da democracia no país.

Alinhamento com a Comunidade Internacional

A campanha de Fernando Dias manifestou a sua congratulação pelas decisões tomadas pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

 Entre os pontos destacados no comunicado estão:

 • Validade Eleitoral: O reconhecimento da legitimidade das eleições presidenciais realizadas a 23 de novembro de 2025.

 • Ordem Constitucional: A exigência do retorno imediato à normalidade institucional e à ordem constitucional.

 • Libertação de Detidos: O apelo à soltura imediata de todos os cidadãos detidos na sequência do golpe, garantindo-lhes os devidos direitos civis e políticos.

 • Segurança e Proteção: O apoio ao envio de uma missão militar da CEDEAO para garantir a segurança dos líderes políticos e das instituições nacionais.

Reivindicação de vitória e crítica às organizações

Apesar do apoio às sanções e pressões internacionais, a diretoria de Fernando Dias da Costa lamentou o facto de a CEDEAO e a CPLP ainda não se terem pronunciado sobre a divulgação dos resultados eleitorais. Segundo a candidatura, os dados disponíveis “atestam claramente o Dr. Fernando Dias da Costa como legítimo vencedor” do sufrágio de novembro.

O candidato acusa o processo atual de ser uma manobra para impedir a oficialização da sua vitória. No documento, é feita uma exortação direta às forças armadas para que abandonem o poder político e evitem o agravamento da crise socioeconómica que assola o país.

Apelo à população

O comunicado encerra com um apelo direto ao povo guineense, pedindo que se mantenha “mobilizado” e atento às próximas orientações da candidatura, sugerindo que a resistência política continuará até que os resultados eleitorais sejam plenamente respeitados.

Esta tomada de posição surge num contexto de forte tensão, com a CPLP a suspender a participação da Guiné-Bissau nas suas atividades e a comunidade internacional a recusar reconhecer o governo de transição nomeado pelos militares.

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