Governo diz que o combate à corrupção é responsabilidade individual

O Governo moçambicano defende que o combate à corrupção depende da consciência individual de cada cidadão, sublinhando que o maior entrave à integridade no País continua a ser o comportamento humano e não a ausência de instrumentos legais.

A informação foi avançada esta quarta-feira (03), pelo ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, durante o lançamento da Semana Nacional de Reflexão sobre a Corrupção, que decorre sob o lema: “Unir-nos aos Jovens contra a Corrupção, Moldando a Integridade do Amanhã”.

Na ocasião, o governante, citado pela AIM, disse que a sociedade precisa de reconhecer que todos cidadãos têm um papel fundamental na prevenção deste fenómeno. “O que está a falhar não são as leis e nem as instituições. Somos nós. Cada um de nós pensa que o combate à corrupção deve começar por alguém que não é consigo”, afirmou.

O ministro alertou ainda que a normalização de pequenos actos corruptos tem contribuído para enfraquecer a capacidade da sociedade de identificar comportamentos ilícitos. “Chamamos suborno de refresco ou gorjeta para suavizar o mal. Isto torna-nos cegos para práticas que prejudicam o país e fragilizam os serviços públicos.”

Por sua vez, o director-adjunto do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), Násimo Moussa, frisou que a corrupção é uma ameaça directa ao desenvolvimento e à estabilidade institucional. “A corrupção não é apenas uma infracção legal; é um fenómeno social e moral que distorce oportunidades, fragiliza instituições e compromete o futuro das gerações mais jovens”, assinalou para destacar que a prevenção passa também pela educação ética e pela aproximação entre cidadãos e instituições.

 

(Foto DR)

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