Cerca de 549 pessoas foram dadas como mortas, vítimas de acções de conflito armado no Norte de Moçambique, no ano passado, segundo dados da The Armed Conflict Location & Event Data Project (ACLED).
O número de mortes resultou de 302 ataques nas províncias de Cabo Delgado e Nampula, sendo que mais da metade das vítimas, 290, eram civis, que superou em 56% os registos de mortes de 2024.
Desde 2017, quase 2.800 civis foram mortos, 80% pelo Estado Islâmico e mais de 9% pelas forças moçambicanas, escreve o The Guardian, citando o ACLED.
No mesmo artigo publicado em Dezembro de 2025, o investigador ACLED, Tomás Queface, notou que o desempenho das forças moçambicanas e ruandesas reduziu bastante, apesar de o Ruanda, que tem militares melhores preparados do que Moçambique, contar com cerca de cinco mil homens no terreno.
Conforme notou, isso pode se dever ao facto de o Governo querer que as forças moçambicanas liderem os combates.