O ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, anunciou esta quinta-feira (09) uma ofensiva rigorosa contra a comercialização de sementes não certificadas no mercado nacional.
Falando na abertura da primeira Reunião do Comité de Coordenação do Sector Agrário, em Maputo, o governante manifestou preocupação com a crescente presença de sementes falsificadas, conhecidas no meio como “sementes pintadas”, que são colocadas no mercado como se fossem certificadas.
Citado pela Revista Terra, o governante alertou que esta prática, que considera lesiva para os produtores e para a credibilidade do sistema de certificação, tem contribuído para a baixa produtividade agrícola e para a desconfiança dos agricultores em relação ao uso de insumos melhorados.
Como resposta, anunciou a criação de serviços de inspeção de insumos agrários, uma estrutura que contará com poderes reforçados de fiscalização para combater as más práticas e garantir maior transparência no comércio de sementes e outros insumos estratégicos.
Na mesma ocasião, Roberto Albino defendeu um maior alinhamento dos parceiros de cooperação com a nova visão e estratégia do Governo para o desenvolvimento agrário.
Após a apresentação das novas prioridades e orientações do MAAP para o presente ciclo de governação, sublinhando a importância de harmonizar as intervenções externas com as directrizes nacionais, a fim de evitar a dispersão e o desperdício de recursos.
Para o governante, a nova estratégia coloca a produção alimentar no centro das prioridades e adopta como eixo a abordagem “agricultura como negócio”, voltada para o mercado.
Trata-se de uma perspectiva que, segundo Roberto Albino, deve ser acompanhada por uma abordagem em que os parceiros ajustem o foco dos seus apoios, privilegiando o financiamento ao desenvolvimento e a assistência técnica, enquanto a implementação dos projectos deve ficar a cargo do Governo e do sector privado.
Com uma carteira actual de mais de uma centena de projectos financiados externamente, o ministro apelou aos doadores para “reduzirem o número de executores e reforçarem a assistência técnica”, de modo a maximizar o impacto dos recursos disponíveis.
Às vésperas do arranque da campanha agrícola 2025–2026 — a primeira sob total responsabilidade do actual Executivo — os parceiros manifestaram disponibilidade em continuar a apoiar o País, com uma carteira de investimentos cujo montante total ainda não conseguimos apurar.
(Foto DR)