O ministro da Defesa, Cristóvão Chume, defende ser vital que as operações conjuntas entre as forças armadas moçambicanas e ruandesas continuem para a eliminação total dos grupos terroristas islâmicos que operam na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique.
Segundo uma publicação do jornal “O País”, Chume falou no fim-de-semana na capital ruandesa, Kigali, onde está numa visita de três dias com o objectivo de aprofundar a cooperação militar.
Chume elogiou “a coragem e o sacrifício» das forças ruandesas e mostrou-se confiante de que as operações conjuntas enfraqueceram ainda mais a insurgência”. Afirmou que, desde o destacamento das forças ruandesas em Cabo Delgado, houve ganhos significativos que permitiram a libertação de áreas outrora ocupadas pelos terroristas e o regresso de milhares de pessoas deslocadas às suas casas.
“No entanto, o terrorismo continua a ser uma ameaça regional comum”, afirmou Chume. Em declarações aos jornalistas, após conversações com o seu homólogo ruandês, Juvenal Marizamunda, Chume disse que Moçambique e Ruanda reafirmaram o seu compromisso de reforçar a cooperação em matéria de defesa e segurança, “com especial enfoque no combate ao terrorismo e no reforço da formação das suas forças armadas”.
“O terrorismo não ameaça apenas Moçambique, mas também o Ruanda e toda a região. Os nossos esforços são comuns e discutimos como melhorar a nossa capacidade de resposta, particularmente através da formação, partilha de informações e coordenação operacional”, assinalou Cristóvão Chume.
“Viemos a Ruanda para reconhecer o sacrifício dos homens e mulheres fardados que combatem o terrorismo em Moçambique e para prestar homenagem àqueles que deram as suas vidas nesta nobre missão. A sua memória não será esquecida, salientou.
O governante acrescentou que a sua visita também serviu para preparar uma visita de Estado do Presidente moçambicano, Daniel Chapo, que é esperado em Ruanda num futuro próximo.
O Ruanda enviou um contingente militar para Cabo Delgado, a pedido do Governo moçambicano, em Julho de 2021. Desde então, tem desempenhado um papel fundamental nas operações antiterroristas.
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