A Missão de Observação Eleitoral da União Africana (UA), em conjunto com a CEDEAO e o Fórum dos Anciãos da África Ocidental, manifestou profunda preocupação e condenou veementemente o golpe de Estado anunciado pelas forças armadas da Guiné-Bissau, ocorrido enquanto o país aguardava a divulgação dos resultados das eleições presidenciais e legislativas realizadas no último domingo (23).
Através de um comunicado conjunto, os Chefes das Missões afirmaram que o processo eleitoral decorreu de forma “ordeira e pacífica”, elogiando o empenho cívico do povo guineense e o profissionalismo das autoridades eleitorais.
“Lamentaramos esta tentativa flagrante de perturbar o processo democrático tenha surgido num momento em que os dois principais candidatos presidenciais tinham garantido aceitar a vontade popular”, lê-se no documento.
A declaração foi assinada por Filipe Nyusi, Chefe da Missão da UA e Issifu Baba Braimah Kamara, Chefe da Missão da CEDEAO; e Goodluck Jonathan, líder do Fórum dos Anciãos da África Ocidental e ex-Presidente da Nigéria.
O documento apela, igualmente, à população para manter a calma e reafirmou o compromisso das organizações africanas em apoiar a Guiné-Bissau na preservação da paz, estabilidade e bem-estar durante este período crítico.
Recorde-se que na segunda-feira, o chefe da missão de observação eleitoral da União Africana pediu calma as partes envolvidas no processo eleitoral, aguardando o pronunciamento oficial da Comissão Nacional de Eleições.
O pedido de Felipe Nyusi aconteceu depois da reunião de triangulação das informações obtidas durante o dia de votação entre as missões de Observação eleitoral da União Africana, da CEDEAO e da CPLP, enaltecendo a calmia absoluta que se vivia no país depois do acto da votação do domingo.
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