Moçambique adere à Organização Internacional de Mediação

Moçambique oficializou, esta semana, a sua entrada para a Organização Internacional de Mediação (IOMed). O passo estratégico, dado em Beijing, visa potenciar a capacidade do país na resolução pacífica de litígios e reforçar o seu papel no xadrez diplomático global.

A adesão foi formalizada no dia 20 de Abril pelo Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, durante a visita de Estado do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, à República Popular da China. A formalização ocorreu através da assinatura da Convenção sobre o Estabelecimento desta organização intergovernamental.

Conforme a Nota Informativa do Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos (MJACR), a decisão do Governo moçambicano baseia-se na necessidade de dotar o Estado de mecanismos mais flexíveis e céleres para a resolução de diferendos internacionais.
Para o Ministro Mateus Saize, a mediação apresenta-se como um pilar essencial para a promoção da paz, do desenvolvimento económico e para o estreitamento das relações de amizade entre as nações.

“A Convenção está plenamente alinhada com os propósitos e princípios consagrados na Carta das Nações Unidas e reforça a nossa aposta no diálogo como via soberana para a consolidação da paz e do desenvolvimento sustentável”, sublinha a nota do MJACR.

A Organização Internacional de Mediação tem como mandato principal facilitar a mediação entre Estados, entidades corporativas e outros actores internacionais. Ao integrar este organismo, Moçambique alinha-se com as melhores práticas internacionais que privilegiam a prevenção de conflitos e a estabilidade global.

O governante moçambicano destacou, ainda, que a crescente utilização da mediação na prática internacional torna este instrumento um activo valioso para os interesses estratégicos do país.

Embora a assinatura represente um compromisso político de alto nível, o processo de adesão total seguirá os trâmites legais internos. Segundo informações das autoridades judiciais, a entrada em vigor do instrumento legal no ordenamento jurídico moçambicano está agora dependente da devida ratificação, cumprindo os requisitos previstos na Constituição da República de Moçambique sobre a recepção do direito internacional.

Com esta iniciativa, Maputo reafirma a sua posição de país promotor da paz, utilizando a diplomacia como a principal ferramenta para navegar os desafios complexos da economia e política mundiais.

Imagem: DR

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