O Conselho de Segurança das Nações Unidas falhou na aprovação de uma resolução que pretendia reforçar a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, após o veto de dois membros permanentes: China e Rússia.
A proposta, apresentada pelo Bahrein em coordenação com países do Golfo, visava incentivar a cooperação internacional para garantir a livre circulação de navios comerciais numa das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, responsável por uma parte significativa do transporte global de petróleo e gás.
Apesar de ter recebido 11 votos favoráveis, o texto foi bloqueado devido ao uso do direito de veto por Pequim e Moscovo, o que impede qualquer decisão de ser adoptada quando há oposição de membros permanentes do Conselho de Segurança.
O Estreito de Ormuz, localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é considerado um ponto crítico para a economia mundial, devido à sua importância no escoamento de energia. A instabilidade na região tem levantado preocupações entre vários países, sobretudo devido ao impacto potencial nos preços do petróleo e na segurança energética global.
A rejeição da resolução evidencia as divergências entre as principais potências mundiais em relação à abordagem do conflito e à gestão da segurança marítima na região, num contexto de tensões crescentes no Médio Oriente.
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