O Centro para da Democracia e Direitos Humanos (CDD) alerta que ainda existem várias famílias que desconhecem o paradeiro dos seus parentes que cumpriam penas, alguns na Cadeia Central e outros na B.O, desde a evasão de reclusos daquelas penitenciarias no dia 25 de Dezembro de 2024.
Naquela data houve chacina. Dados da polícia apontam para morte de 34 reclusos na sequência da acção das Forças de Segurança. Contudo, o CDD destaca que, entre a noite de 25 de Dezembro e a madrugada de 26 de Dezembro, “setenta [de mais de 300] prisioneiros recapturados foram executados pelo Grupo de Operações Especiais (GOE), uma sub-unidade da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) e por outras forças de defesa e segurança”.
No dia a seguir à alegada evasão, quando as famílias chegaram à penitenciária levando comida aos seus parentes detidos, foram instruídas a ir ao Hospital Central de Maputo. Lá, algumas encontraram os seus familiares feridos, enquanto outras foram direccionadas à morgue, onde muitos corpos permaneciam sem identificação, refere a Organização da Sociedade Civil.
O CDD adianta que o número de mortos aumentou e reitera a necessidade de uma investigação independente “para que os autores da matança sejam responsabilizados”.