Porque a missão Artemis II não vai pousar na Lua

A viagem começa na Terra, com o poderoso foguetão Space Launch System a erguer-se da plataforma e a levar a nave Orion spacecraft rumo ao espaço profundo. A bordo seguem astronautas que, pela primeira vez em décadas, voltam a aproximar-se da Lua. O objectivo, porém, não é aterrar — mas sim testar cada detalhe antes desse momento histórico.

A missão Artemis II foi concebida como um ensaio geral. Depois de deixar a órbita da Terra, a cápsula segue numa trajectória que a leva a contornar a Lua, aproveitando a sua gravidade para regressar ao planeta. Este percurso permite avaliar sistemas críticos, como navegação, comunicação e suporte de vida, em condições reais do espaço profundo.

Segundo a NASA, a prioridade nesta fase é garantir a segurança dos astronautas. Diferente das futuras missões, Artemis II não inclui um módulo de aterragem lunar. Isso significa que não há tecnologia nesta viagem capaz de levar a tripulação até à superfície e trazê-la de volta com segurança.

Outro ponto crucial é o desenvolvimento do sistema de pouso, que ainda está em fase de testes e certificação. A agência espacial optou por avançar de forma gradual, reduzindo riscos após décadas sem missões tripuladas à Lua.

O regresso dos humanos ao solo lunar está previsto para missões seguintes, como a Artemis III, que deverá incluir o tão esperado pouso. Até lá, Artemis II desempenha um papel essencial: provar que tudo funciona antes de dar o próximo passo.

Foto da Lua com a Terra ao fundo, tirada a partir da nave Orion da NASA

Assim, embora não vá marcar pegadas na Lua, a missão representa um avanço decisivo na nova corrida espacial, preparando o caminho para que, num futuro próximo, astronautas voltem a caminhar na superfície lunar com maior segurança.

Imagens: NASA

Deixe um comentário