O Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, procedeu hoje, 10 de Junho, a mudanças significativas na organização e gestão do Protocolo do Estado. Através de Despacho Presidencial, o Chefe de Estado exonerou Fernando Chomar do cargo de Chefe do Protocolo do Estado, nomeando para o seu lugar o diplomata de carreira João António Xirinda.
A decisão, fundamentada nos poderes conferidos pelo n.º 2 do artigo 9 do Decreto Presidencial n.º 14/2025, de 17 de Março (que aprova o Estatuto Orgânico da Presidência da República), visa dotar a instituição de maior dinamismo e modernidade.
O novo timoneiro do Protocolo do Estado possui um percurso de vasta experiência na área das relações internacionais e na diplomacia moçambicana. No Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MINEC), Xirinda já desempenhou funções de relevo no passado.
Entre os anos de 2000 e 2008, o diplomata esteve à frente da Direcção da Ásia e Oceânia. Logo a seguir, de 2008 a 2010, assumiu a chefia da Repartição da Ásia do Sul. A sua folha de serviço internacional inclui também o cargo de Segundo Secretário no Alto Comissariado de Moçambique na Índia, exercido entre 2010 e 2015.
Mais recentemente, entre os anos de 2022 e 2025, João António Xirinda esteve colocado na República Popular da China, onde exerceu as funções de Conselheiro na Embaixada de Moçambique em Pequim. De acordo com a nota oficial da Presidência da República, a sua passagem por este país permitiu-lhe aprofundar a experiência em matérias de cooperação bilateral e representação diplomática num contexto de elevada exigência.
Segundo o comunicado da Presidência, este acto do Presidente Daniel Chapo tem em vista objectivos claros para a administração pública moçambicana:
“O presente acto do Presidente da República visa reforçar a organização e eficiência do Protocolo do Estado, ao nível interno e externo, assegurando maior rigor na coordenação das cerimónias de Estado, oficiais e na representação institutional da Presidência da República…”
O documento realça ainda que a reestruturação está em perfeito alinhamento com as exigências de uma administração pública que se pretende moderna, eficaz, eficiente e cortês, sempre alicerçada nas melhores práticas diplomáticas.
Imagem: DR