O Zimbabué restabeleceu a proibição da importação de milho para impulsionar os agricultores locais e, após uma colheita abundante, produziu o suficiente este ano para abastecer as moageiras, afirmou na segunda-feira um alto funcionário do Ministério da Agricultura.
Segundo uma publicação da SABC, o aumento da precipitação impulsionou a produção e reverteu o declínio acentuado do ano passado, quando uma seca provocada pelo El Niño obrigou o país a depender de importações, incluindo milho geneticamente modificado.
“Avaliamos a situação todos os dias. Temos de proteger as compras locais dos nossos agricultores locais”, disse Obert Jiri, secretário permanente do Ministério da Agricultura do Zimbabué, à Reuters.
O Zimbabué, que consome cerca de 1,8 milhões de toneladas de milho por ano, viu a produção cair para cerca de 800 000 toneladas em 2023/24, face às 2,3 milhões de toneladas métricas registadas nos dois anos anteriores. Essa crise levou o governo zimbabueano a suspender temporariamente as restrições à importação para aliviar a escassez de alimentos.
Jiri disse que a recuperação deste ano, combinada com programas de apoio estatal, como o esquema Pfumvudza para pequenos agricultores, deixou o país com reservas suficientes.
“O Governo está a promover culturas resistentes à seca, como o sorgo e o milho”, acrescentou, sublinhando que o excedente actual oferece uma oportunidade rara para reforçar a segurança alimentar e reduzir a dependência das importações.
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